Mais uma dose,que eu tô afim: [Chico Buarque Provocações Adult Swim Diana Krall Sartre Olga Benário Prestes Guimarães Rosa Hilda Hilst Shakespeare Maria Rita Semisonic Adriana Partimpim Água com Gás The O. C. Massive Attack Desafios Inspetor Bugiganga Cecília Meireles Manuel Bandeira Björk Caio Fernando Abreu ]
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Visito: Cronópios - Novidades Literárias , Olhares (fotografia), Enigmas de um Mistério, Tranca Rua, Pela América do Sul, Reconvexo, Se necessário, Christopher Andreas , Tecer Palavras, Antônio Prata, Soul, Literatus, Longa Milonga
Gal ou Maria Bethânia?
Já fiz essa pergunta para muitas pessoas e me surpreendo com as respostas:
Gal Gal Gal, sem dúvida Gal!
Daí eu não consigo entender esse facínio que a Gal causa.
Tá bom, eu sei. Ela é bonita e tem uma voz delirante, mas a Bethânia...
A Bethânia possui a liberdade de existir, de ser e de conseguir alcançar tudo cantando.
Eu não sei, mas acho a Gal presa em algum padrão enquanto a Bethânia puxa mais o lado do sem limites.
Ouço Gal, mas quando é Bethânia eu sinto a música e um prazer em viver, uma alegria de sol raiando domingo às 7 da manhã.
Reconvexo
Caetano Veloso na voz de Bethânia
Eu sou a chuva que lança a areia do Saara
Sobre os automóveis de Roma
Eu sou a sereia que dança
A destemida Iara
Água e folha da Amazônia
Eu sou a sombra da voz da matriarca da Roma Negra
Você não me pega
Você nem chega a me ver
Meu som te cega, careta, quem é você?
Que não sentiu o suingue de Henri Salvador
Que não seguiu o Olodum balançando o Pelô
E que não riu com a risada de Andy Warhol
Que não, que não e nem disse que não
Eu sou um preto norte-americano forte
Com um brinco de ouro na orelha
Eu sou a flor da primeira música
A mais velha
A mais nova espada e seu corte
Sou o cheiro dos livros desesperados
Sou Gitá Gogóia
Seu olho me olha mas não me pode alcançar
Não tenho escolha, careta, vou descartar
Quem não rezou a novena de Dona Canô
Quem não seguiu o mendigo Joãozinho Beija-Flor
Quem não amou a elegância sutil de Bobô
Quem não é Recôncavo e nem pode ser reconvexo
Eu ri demais no fim de semana.
Não entendo como duas pessoas tão diferentes podem ser tão amigas assim.
A Roberta é minha melhor amiga. Não é a única melhor amiga, mas é a que mais acompanhou meus caminhos errados, surtos e sonhos de adolescente.
E a gente briga demais por sermos diferentes, mas eu não escolheria outra companhia pra viajar, pois, embora a gente sinta vontade de se socar às vezes, é nela que sinto cumplicidade. E digamos que isso é a essência para mim.
Na Argentina brigamos pra comer, pra ir aos lugares, pra acordar cedo, enfim... A melhor companhia que alguém poderia ter. Ela me acompanhou em todos os lugares mesmo brigando e depois de 2 minutos já estávamos rindo de alguma palhaçada.
Sem contar os momentos mais alegres da adolescência quando íamos todo o santo dia para a escola juntas.
Teve o dia também do primeiro show do rock que fomos.
Claro que com 13 anos, tudo pode nos matar devido ao nosso tamanho, e sem querer caímos numa roda punk no meio do show dos Raimundos (sim, faz tempo!) e a Roberta começou a passar mal e a ficar roxa por falta de ar.
Enfiei a mão na barriga de um cara enorme de gordo pra ela poder passar e ir pra lateral do palco.
Até hoje não sei que força e coragem foi aquela.
Acho que até sei: amizade.
O coração sempre foi meu ponto de partida.
Foi sempre a partir dele que resolvi os meus problemas e foi nele que busquei as respostas.
A situação não é diferente agora.
Vejo, observo, analiso e questiono. O coração sabe do que sente e não tem dúvidas.
O ponto é que sempre existe a outra parte, a outra pessoa e que talvez não tenha a mesma filosofia de seguir o coração.
A felicidade é muito rara e eu devo admitir que a situação fica mais difícil ainda porquê o homem se apega demais no horror, nas coisas ruins. Por isso a felicidade quase se anula diante das dificuldades que nós mesmos colocamos no caminho dela.
A dor é de não ser compreendida, na verdade.
Pra mim é fácil: eu amo e você me ama, eu respeito e você me respeita, eu uso o bom senso e você também...
A lógica e a teoria são perfeitas e sábias, mas na prática não acontece.
Daí o coração vai ficando cada vez mais apertado...
Já faz um tempo que queria colocar esse poema aqui.
Mas julguei que haveria um momento certo, propício.
Engano.
A hora certa sempre é no momento que se sente vontade, pois a vontade é potência.
Esse poema tem muito do que eu quero e imagino de um relacionamento: amor e cumplicidade.
Casamento
Adélia Prado
Há mulheres que dizem:
Meu marido, se quiser pescar, pesque,
mas que limpe os peixes.
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente sozinho na cozinha,
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
ele fala coisas como "este foi difícil"
"prateou no ar dando rabanadas"
e faz o gesto com a mão.
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
atravessa a cozinha como um rio profundo.
Por fim, os peixes na travessa,
vamos dormir.
Coisas prateadas espocam:
somos noivo e noiva.
"Muito prazer, eu sou você amanhã"
Está sendo difícil.
Não dá pra ser super herói quando a luta é com você mesmo, quando o outro é o espelho, quando se tem que admitir que não está bom.
Pela sociedade e pelo mundo eu já teria jogado todas as minhas palavras fortes na cara de quem precisa ouvir que a vida vai além de seu Blackberry.
Pra mim é injustiça e ponto. E se eu pudesse usar as reticências para afirmar três vezes eu o faria. Estragaria a pontuação, mas eu estaria feliz por afirmar que é injustiça.
Mas daí vem aquela lembrança de dentro da consciência de que nada é por acaso e do que eu posso aprender com as situações que chamo de injustas.
Sou pequena na força de mudar, embora eu saiba o certo. Ainda vejo pelo momento e é por isso que há a luta interior, entre eu e eu mesma.
Nada disso é eterno. É um ponto de transformação em um canto do infinito e sei que não devo me preocupar.
Deixar passar.
Amor de abismo
Pego de vez em quando
Teu olhar no meu
E de vez também,
Tuas palavras contra mim
Teu ritmo nem vai, nem vem
É um eterno e incerto passo
Que ruma a uma esquina qualquer
Ainda que possua seios pequenos
Não pertence e nem cultiva
Cala consciente o gosto do amor verdadeiro
Joga e nada na incerteza noturna
E me lança pro abismo que eu chamo de amar o nada.
Da imagem e sentimento
Você gatinha, tatuada, brinquinho de argola, malha todos os dias, pintou o cabelinho de preto e tem a pele branquinha, vai ao cabeleleiro toda sexta pintar a unha de preto. Põe fivelinha vermelha no cabelo pra segurar a franjinha de menina virgem e dócil.
Leva um sorriso imaturo no rosto, sabe? Menininha que quer ser cuidada.
Super antenada na moda, faz o tipo pin up, um jeito de dizer que é diferente de todas e ainda cruza as pernas numa meia arrastão pra fazer um ar de sensualidade sem deixar na cara que é vulgar.
Termina frases em inglês pra dar um ar de dominar uma segunda língua e também porque faz parte do pacote “na modinha pin up”.
Assiste o SPFW porque o seu amiguinho descolado te arrumou o convite e fica na frente do espelho tentando usar as roupas que eles usaram. Claro, as que dão pra usar. E ainda diz que bolou sozinha a combinação.
Sem contar o alargador bruto que serve mais pra cair a sua orelha do que para o charme que você ousa pensar.
Cuidado, amigo, a imagem é distorcida.
E é o sentimento que fala a verdade...
O difícil é voltar ao mesmo ponto quando se já está muito longe de ser a mesma pessoa.
A viagem foi como uma injeção de novos sentimentos e novos conceitos.
Simplesmente não dá pra continuar a viver no mesmo ritmo, sem pensar como seria por exemplo se eu largasse tudo e fosse estudar no Chile.
A verdade é uma só: não sou a mesma depois de 9 dias conhecendo a América Latina.
E espero que esse sentimento de mudança continue dominando minha vida, para q eu seja corajosa e continue conhecendo o mundo.
Agora é daqui para o mundo!
Entre outras coisas, eu vim para entender.
E não há nada no mundo que me deixe mais contente do que entender um conceito, uma atitude e por quê não, uma intenção.
Vibro de entusiasmo quando encontro nos livros, nas músicas, na poesia algo que me faça repensar meus conceitos ou até mesmo entendê-los.
Eu tenho é uma sede de compreensão. De tudo e de todos.
Uma terapeuta me disse uma vez que o nosso cérebro é uma estrada. Cada caminho que percorremos e descobrimos, colocamos uma plaquinha indicando que aquele caminho já é conhecido, traçado e entendido e quando passamos por mudanças externas somos obrigados a reformular todos os caminhos novamente, criando novos conceitos, novas experiências.
Eu estou bem na fase de retirar todas as plaquinhas para reestudar e refazer os caminhos.
Retirar uma plaquinha significa se esforçar para achar respostas. Significa que a próxima plaquinha que eu criar vai indicar novos caminhos desconhecidos.
É um processo difícil, porém necessário.
As mentes deveriam passar por esse processo regularmente e o que vemos por aí é que por mais que a vida grite mudança, que haja alterações de todas as formas, as pessoas não trocam de plaquinhas.
Vejo plaquinhas até enferrujadas por aí, de tão velhas...
"Quem vai pagar o enterro e as flores se eu morrer de amores?"
.Vinícius de Moraes _ A hora íntima.
“Meu pensamento é um rio subterrâneo”
Muito mais que isso eu diria.
Meu pensamento é um mergulho numa rocha imensa e meus atos também.
Acordei com uma sensação esquisita esta manhã.
Havia um peso dentro de mim. Um sentimento de estar fazendo algo de errado com alguém.
Refleti, tomei banho, refleti, refleti, esfreguei o rosto com exatidão de força.
Refleti.
E os pensamentos mergulhando dentro da minha mente e saindo sem resposta nenhuma.
Questionei minhas últimas atitudes, frases e não. Não havia dito ou feito nada de errado para você.
Saí do banho, enrolei o cabelo na toalha e ao levantar a cabeça lá estava ela, a vítima nua no espelho.
Não foi pra você que fiz mal.
Foi pra mim mesma tomando atitudes impensadas, agindo impulsivamente.
O que me faz mal não é a maldade das pessoas, mas a falta de sensibilidade que tenho quando não respeito meus limites e fragilidades.
Me vesti.
É só isso
Não tem mais jeito
Acabou, boa sorte
Não tenho o que dizer
São só palavras
E o que eu sinto
Não mudará
Tudo o que quer me dar
É demais
É pesado
Não há paz
Tudo o que quer de mim
Irreais
Expectativas
Desleais
_Boa sorte_Vanessa da Mata_
Quando eu sou boa, sou um chuchu de tão idiota.
Quando sou ruim, sou um cú (eu gosto com acento) com hemorróidas!!!!
*mari super acredita na raiva hoje
E a recuperação da minha cirurgia foi a melhor.
Tudo cicatrizadinho.
E aqui dentro muitas mudanças que ainda estou assimilando.
Não li quase nada, não assisti muitos filmes, mas a experiência (leia susto) me ensinou muito mais que anos de filosofia na Sorbonne.
O valor que dou às coisas e às situações, hoje é outro.
O que me atingia como faca na espinha, hoje faz cócegas no meu pé.
Oi vida, voltei pra você!
A vida é uma ordem de Deus que eu cumpro com felicidade.
"Se desenganos te buscaram, observa que ensinamentos te trazem.
Se prejuízos te dilapidaram a existência, recorda que o trabalho nunca nos cerra a porta.
E se alguém te deixou a alma vazia de afeição, pensa no amor infinito que sustenta o Universo, na certeza de que outras almas te virão ao encontro, abençoando-te o dom de amar e servir."
Emmanuel
Expiral
Volto no mesmo ponto, porém, um tanto mais experiente.
E cansada de voltar, eu me nego a permanecer por muito tempo.